Sobre a Polêmica de estupro no BBB12
Pra quem sabe ler BBB É cada uma que me aparece. Quando a gente pensa que já viu de tudo vem mais uma. E agora essa história de que o tal modelo estuprou a tal sister na casa que está sob os olhares atentos da platéia brasileira. Fico me perguntando tantas coisas a cerca das inúmeras opiniões e questionamentos sobre o assunto: pra que beber tanto? Porque ele se mexia tanto enquanto ela parecia desacordada sobre a cama e sob o edredom? Porque ela não se lembra de nada? Porque ninguém mostra a ela o vídeo ao invés de perguntá-la de algo do qual ela nem se lembra? Quem estuprou, ele que se aproveitou dela bêbada, ou uma enorme instituição de entretenimento que proporcionou a bebida, a festa, as incitações de sexo e o convívio de homens e mulheres (ainda humanos dotados de hormônios) dentro de um mesmo quarto? Ser abusada (ou não) pode ser mesmo considerado um castigo proporcional ao simples fato de ter excedido na bebida? Achar tudo isso junto, acrescido de uma superexpoxição, um absurdo pode mesmo ser considerado simples racismo? Cor da pele é de fato muleta (ou cala-boca) para dizer que os olhares (e opiniões) indignados do público estão sendo preconceituosos? É, não sei. Mas dentre todas essas dúvidas me dou ao desfrute de fazer mais uma pergunta: Será tanta polêmica um real interesse das autoridades em punir o (possível) suspeito? Ou será apenas mais um espetáculo obscuro, que além de não prejudicar os donos da casa, ainda fomentam a peça no palco e torna a plateia ainda mais cheia? Pois é. São boas perguntas. Reality show? Eh, parece até meio pitoresco, mas de fato é. Uma coisa eu digo: nesse espetáculo todo mundo tem papel artístico, ninguém apenas assiste. Porquê? Porque os donos (globais) movimentam o teatro de marionetes (brothers) de acordo com o que os palhaços querem. Quem são os palhaços? São aqueles, que saíram do palco da vida e estão nas poltronas, não apenas assistindo, mas fazendo com que as gargalhadas venham dos dominadores de marionetes. Afinal, todo palhaço quer uma risada, todo dono quer agradar seu público, e toda marionete obedece conforme as regras. Entre fazer palhaçada e simplesmente assistir eu já nem sei o que prefiro. E será que tenho mesmo escolha?
Escrito por Jessica Ramos às 17:45:08
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Poeticar pra que?
Poeticar pra que?
Perdendo a pretensão de enobrecer Na leve ilusão de impactar. Ilusão é vontade... Desejo não tem motivo... mata Vontade tem valor... Objetivisa a Vida. Jessica Ramos
Escrito por Jessica Ramos às 17:22:27
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Endereço certo para acidentes Quarenta e dois. Esse é o número de mortos em quatro dias de feriado da semana santa só nas estradas mineiras segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O mais engraçado é que os matemáticos dos órgãos responsáveis pela segurança e prevenção de acidentes do trânsito só conseguem pensar em uma coisa: redução. Isso porque só se analisa o percentual (ainda que mínimo) que foi reduzido de mortos no mesmo feriado do ano passado em relação a 2011. Os números se forem contabilizados de forma indiscriminada e imparcial, podem ser vistos sob outra perspectiva. Só no carnaval desse ano, por exemplo, 48% dos 144 acidentes fatais, ocorreram exatamente na mesma área onde o Dnit (órgão de transporte do governo Dilma, do PT) já havia destacado como área de risco. Esses lugares somam juntos cinco anos e meio, no mínimo, 3.917 acidentes, 1.441 com feridos, 127 com mortos. A matemática é bem simples. De 98% dos pontos onde 213 pessoas morreram no último carnaval (com recorde de vítimas em nove anos) metade das colisões se deu em locais previsíveis. Se a maioria, ou no mínimo metade dos grandes acidentes fatais ocorrem quase sempre nos mesmos trechos, é sinal de que alguma coisa está errada e o problema não está só no motorista irresponsável e nem o mérito todo assim na redução na semana santa. Mas o problema está mesmo é em trechos rodoviários que já são inutilmente considerados como áreas de risco. Esses lugares já viraram até lista do governo devido à alta incidência de casos como batidas ou atropelamentos nos últimos cinco anos. O Dnit alega a matemática da melhoria de avaliação de rodovias em pesquisas. Diz que, desde 2006, foram investidos R$ 600 milhões em sinalização e prevê mais R$ 700 milhões nos próximos dois anos. Mas vamos falar de outra matemática mais uma vez: de um total de 2,6 mil radares previstos para serem colocados nas rodovias brasileiras, apenas 27 já foram instalados em Minas Gerais. Em dados percentuais isso significa 1%. Quando questionado sobre o porquê de tais locais, que já tem endereço certo e são de conhecimento público, não passarem por melhorias na sinalização e até mesmo obras imediatas, o coordenador-geral de operações rodoviárias do Dnit José Claudio Varejão disse que o problema está no tempo que leva para serem realizados projetos e licitações. Demora mesmo. Mas o que demora muito mais e não tem conserto é a dor e o luto de 42 famílias. Licitações são burocráticas, sim. Mas funerais também. E não podem esperar.
Escrito por Jessica Ramos às 18:18:08
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